
Perene solidão
Perene Solidão O caminho da razão Implora perene solidão Como o ouvido a zumbir Incomoda mais acostuma Quisera poder dizer Simplesmente Não mais ouvir

Perene Solidão O caminho da razão Implora perene solidão Como o ouvido a zumbir Incomoda mais acostuma Quisera poder dizer Simplesmente Não mais ouvir

A ignávia humana A ave que o tiro matou Não machucou Aquele que disparou Sem Langor Não arrependeu ou recuou Assimilava Sem mãos postas O

Poema para Alcione e Cedrix É uma dor que não dói É uma saudade que não tem fim É um amor que não mais afaga

Cirurgia Não acreditava que andar Sobre as nuvens é macio Tão leve que faz chorar Em pé ao lado um vício Vi

Dias atuais É o caos social Na razão nacional O lixo estereotipado Hipócrita cristão De Mamon vestido Rouba o pão E fere sem cicatriz O

Arfada de Elpis Estão a azougar loucuras e desgraças Que são humanizadas e socializadas De sobejos sem ‘graças’ OH! Deus livra-nos das duras penas

Sentimento metafísico Sempre desejei encontrar O passado perdido no amanhecer Que permanentemente instalou Uma inquilina no meu ser Nas calçadas da vida O imaginário

PERSISTÊNCIA O frio da vida Não depende do inverno O calor ainda adoça A vivência que ditosamente Insiste Não virar carcaça Carlos Lima

O espetáculo continua Não saia de cena Fim de espetáculo Dizem que a esperança nunca morre No amor ela segue na partida Na

ENVELHECER O envelhecer É a metamorfose Mais bela do mundo Para quem aprendeu a pensar. Carlos Lima