Faz um ano que meu Pai encerrou seu tempo em nosso plano de existência. Houve tempo para despedidas, porém, com intenso sofrimento físico para ele, e psicológico para nós, que acompanhamos sua jornada em direção ao ocaso.
Sim, a existência dele nos dava a sensação de segurança, como se a qualquer momento em que precisássemos atravessar a rua, houvesse uma mão estendida para nos guiar e proteger, e ela estaria ali, mesmo que decidíssemos atravessar sozinhos.
Meu pai era forte, mas com a doença, precisou ser amparado, principalmente durante os períodos de internação, mas, mesmo fragilizado, seu semblante ainda mostrava a força e a coragem que sempre demonstrou frente aos desafios que a vida lhe impunha.
Não faltou amor para ele no final, família e amigos estiveram presentes durante toda a jornada e enquanto ele ainda reconhecia e conversava com todos.
Sim, meu Pai viveu e amou, acertou e errou. Tornou-se poeta, escritor, jornalista, empresário, Maçon. Hoje ele é saudade, lembrança e história viva, presente nos corações de todos que o amaram.
Viva Carlos Lima, Poeta Feirense.



